Com carinho...

Estou fazendo este espaço, com toda minha simplicidade e vontade de aprender a ensinar melhor, para publicações relacionadas ao meu trabalho de professora alfabetizadora no Japão.
Espero que gostem e aceito sugestões...

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Folclore- 31 de outubro: Dia do Saci-Pererê


O Saci-Pererê é uma lenda do folclore brasileiro e originou-se entre as tribos indígenas do sul do Brasil.
O saci possui apenas uma perna, usa um gorro vermelho e sempre está com um cachimbo na boca.Inicialmente, o saci era retratado como um curumim endiabrado, com duas pernas, cor morena, além de possuir um rabo típico.
Com a influência da mitologia africana, o saci se transformou em um negrinho que perdeu a perna lutando capoeira, além disso, herdou o pito, uma espécie de cachimbo, e ganhou da mitologia europeia um gorrinho vermelho.A principal característica do saci é a travessura, ele é muito brincalhão, diverte-se com os animais e com as pessoas. Por ser  muito moleque ele acaba causando transtornos, como: fazer o feijão queimar, esconder objetos, jogar os dedais das costureiras em buracos e etc.
Segundo a lenda, o Saci está nos redemoinhos de vento e pode ser capturado jogando uma peneira sobre os redemoinhos.Após a captura, deve-se retirar o capuz da criatura para garantir sua obediência e prendê-lo em uma garrafa.Diz também a lenda que os Sacis nascem em brotos de bambus, onde vivem sete anos e, após esse tempo, vivem mais setenta e sete para atentar a vida dos humanos e animais, depois morrem e viram um cogumelo venenoso ou uma orelha de pau.  

                                                                                                  fonte: http://www.brasilescola.com/folclore/saci-perere.htm



Antigamente, as pessoas usavam as histórias do Saci para assustar ou educar as crianças. O Saci Pererê ainda é muito conhecido pelas crianças no Brasil por causa da obra do escritor Monteiro Lobato: O Sítio do Pica-pau amarelo, que foi adaptada para a televisão e encantou a todos com suas histórias maravilhosas.

Fábulas de Esopo: A raposa e as uvas  きつねとぶどう イッソプ°どわ

Uma  raposa estava com muita fome, procurando alguma coisa para comer, andou até um imenso campo.
_Eu estou com fome! Será que não tem algo para comer?
 Mas, foi pela direita, foi pela esquerda e não encontrou nada que pudesse comer.
_Não estou falando em  luxo! Umas nozes ou uma frutinha de mato, qualquer coisa está bem.
A raposa, com os olhos como um prato, olhou procurando pra cá e pra lá mas não tinha nada caído, nenhuma noz e também nenhuma frutinha de mato. Procurou por todos os cantos, não encontrou nadinha .
_Aah, estou com a barriga grudada nas costas!
Ela estava muito faminta, esfomeada, e segurando a barriga ainda procurava por comida.
Então, finalmente, um pouco longe do campo, avistou uma parreira de uvas.
__Achei!!!
Olhando apressadamente, ficou muito contente, os cachos de uvas escorriam pelos ramos, pareciam estar dizendo: coma, por favor!
_Parecem deliciosas!
A raposa, lambendo a boca correu para tentar pegar as uvas.
Mas, infelizmente a parreira de uvas era muito alta e ela não alcançava.
Saltou com toda sua força mas não alcançou.
Tentou muitas, muitas vezes e nada  deu certo. Nem mesmo conseguiu tocar nos cachos de uvas com as unhas.
_ Se não conseguir comer essas uvas tão deliciosas, será uma decepção, né.
Sem desistir,  se afastou um pouco, respirou fundo,  veio correndo e pulou alto, bem alto.
O corpo da raposa flutuou no ar e mais um pouquinho suas unhas conseguiriam tocar no cacho de uvas mas bem nesse momento, ela acabou caindo no chão.
_Aiaiaiai...
Quando, finalmente  conseguiu se levantar, esfregando o quadril, resmungou:
_Que coisa! Essas uvas parecem gostosas mas na verdade estão azedas! Eu que  não quero comer isso...
E foi embora decepcionada.


Quando queremos muito alguma coisa e não conseguimos, acabamos nos comportando como a raposa, pondo defeitos e dizendo: _Ah, eu não queria mesmo, nem é tão bom assim, é feio...

Adaptação:  Silvia Chaparral


                                               きつねとぶどう

おなかを すかせに きつねが、たべるものを さがして、ひろい のはらを あるいていました。
「おなかが すいたよ。なにか たべるものは ないかなあ。」
けれど、みぎに いっても、 ひだりに いっても、たべられそうなものは みつかりません。
「ぜいたくは いわなよ。 木のみでも、草のみでも いいんだけどなあ。」
狐は、目を さらのようにして あちこち みまわしてみましたが、木のみも 草のみも おちていません。どこを さがしても、なにひとつ みあたらないのです。
「ああ、 おなかの かわと、せなかの かわと くっつきそうだ。」
きつねは、 ぺちゃんこになった おなかを かかえながら、なおも たべるものを さがしまわりました。
すると、 ようやくのことで、 のはらの はずれに たっている ぶどうの 木が みつかりました。
「しめた!」
いそいで かけよってみると、 うれしいことに よく うれた ぶどうの ふさが、どうぞ たべてください という みたいに、えだから たくさん たれさがっていました。
「うまそうな ぶどうだなああ。」
きつねは、 したなめずりを しながら、さっそく ぶどうを とろうとしました。
ところが あいにくなことに、ぶどうの 木は とても 高くて、せが とどきません。
狐は、おもいっきり とびあがってみました。けれど、とどきません。 なんども なんども やってみましたが だめです。ぶどうの ふさに、つめも ひっかけられないのです。
「あんなに うまそうな ぶどうを たべられないなんて 、くやしいなあ。」
あきらめきれない 狐¥は、 こんどは、 すこし はなれたところから いきおいよく はしってきて、ぴょーんと
たかく たかく とびあがりました。
きつねの からだが くうちゅうに ういて、もうすこしで つめの さきが ぶどうの ふさに とどきそうに なりましたが、 そのとたん、きつねは どざっと じめんに おちてしまいました。
「いてててて。」
こしを さすりながら よやくのことで おきあがった きつねは、「なんだ、 こんな ぶどう。うまそうに みえるけど、 ほんとうは すっぱいに きまってらあ。 たべてなんか やるもんか!」と、くやしそうに いって、たちさっていきました。
どんなに すばらしい ものでも、 じぶんの ものに ならないことが わかると、「なんだ、あんなもの。 ちっとも すてきじゃないや。」と、 わるくちを いう 人が  います。 この おはなし の きつねみたいにね。

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

O futuro do seu filho

Esta é a manchete da capa da Revista Vitrine de outubro, com a matéria: Português o terceiro idioma, assinada por Alexandre Higa, que trata da educação bilíngue. Leia a revista  e tire suas próprias conclusões.
Eu penso que:
Se vivemos num círculo bilíngue, de família brasileira no Japão, por que as crianças não podem falar  os dois idiomas? Se frequentam a escola japonesa, passam o dia ouvindo e falando japonês. Por que assassinar a língua portuguesa dentro de casa? Por que não valorizar a cultura brasileira e os costumes?
Mesmo pensando que jamais voltaremos a morar no Brasil, nunca e jamais são palavras incertas... Mesmo com vida estabilizada aqui, convivemos com desastres naturais constantes, tufões, terremotos, maremotos, vulcões... e ainda os mísseis da Coreia do Norte, as usinas nucleares, as crises econômicas... Muita gente voltou apavorada para o Brasil por causa da radiação de Fukushima. Nessas horas a gente lembra que é brasileiro, os japoneses não têm pra onde fugir, nós temos... E essas crianças que se acham japonesas porque nasceram aqui, se tiverem que ir para o Brasil? Precisamos valorizar nossas origens.
Os japoneses foram para o Brasil, aprenderam português e continuaram falando japonês, preservam sua cultura e investiram na educação de seus filhos, enquanto trabalhavam duro nas roças, formaram médicos, engenheiros, dentistas, etc. Enquanto isso, no Japão temos uma minoria que se forma em escolas técnicas ou faculdades. Temos  ainda, lamentávelmente, crianças no quarto, quinto ano do ensino primário, sem saber o mínimo necessário: ler e escrever. Lembrando que a escola japonesa não reprova, muitos alunos se formam, semi-analfabetos, no ginásio apenas porque o ensino é obrigatório até os 15 anos... Será que a culpa é apenas da escola? Será que os alunos frequentam as aulas todos os dias?...
Nós vivemos num meio onde podemos aprender idiomas com nativos de várias partes do mundo, a preços acessíveis nos centros internacionais das cidades, e ainda nas escolas ou cursinhos. Por que não aproveitar?
Como mãe, eu me recuso a falar com meus filhos num idioma que, por mais que eu estude,  provavelmente não dominarei 100%, falando em português claro já é difícil compreendê-los...
Como professora, na minha humilde experiência, eu percebo que as crianças que dominam os dois idiomas têm muito mais facilidade de aprender. 
Educar em dois idiomas, pode ser trabalhoso, mas é o futuro do seu filho.


                                                                                    Silvia Chaparral